• 28 de julho – Histórias de Luto e Lutas!

    by  • 20 de July de 2013 • AGENDA • 0 Comments

    28 de julho de 2009, Alex Hausch foi com um amigo em uma hamburgueria que ficava a três quarteirões de casa. Após o lanche, já no carro ainda estacionado na Burgo’s, “um clarão e muita dor”, esse foi o relato do amigo de Alex que sobreviveu. Segundo testemunhas, o veículo participava de um “racha”,  o Citroen C4 dirigido por Rafael Muchon estava em alta velocidade e perdeu o controle até a colisão. O motorista, em estado de embriaguez, foi preso, mas solto horas depois após pagar fiança. Alex teve morte instantânea. Segundo sua mãe, ele já havia comprado as passagens para ir à Europa, mãe e filho visitariam o irmão de Alex que, estava trabalhando na Alemanha. A viagem começaria pela França. Alex não pode fazer essa viagem, mas Rafael Muchon em 2013 esteve com sua esposa em Paris. Nas fotos expostas em uma rede social, o passeio  que Muchon fez aos pontos turísticos que Alex não pode visitar. Que justiça é essa que estamos vivendo em que o causador de uma morte continua a viver a vida normalmente e os familiares da vítima ficam mutilados em sua dor?

    28 de julho de 2011 morreu Vitor Gurman. Em 23 de julho, Vitão foi jantar com amigos, sabia que tomaria vinho, preferiu deixar o carro em casa. Ao retornar, caminhando na calçada, Vitão foi atropelado por Gabriela Guerrero Pereira que, embriagada, dirigia em velocidade superior a permitida naquela rua. Em coma, após  5 dias, faleceu. Os amigos criaram uma página no Facebook chamada: “Viva Vitão – Não Espere Perder um amigo para mudar a sua atitude” e, em setembro de 2012, o documentário “Luto em Luta” feito pelo amigos do Vitor, foi lançado e exibido nos cinemas da capital Paulista. Jairo Gurman, pai de Vitão, certa vez disse: “É uma tristeza, é uma falta diária. Você perde esposa ou marido e fica viúvo. Você perde pai ou mãe e fica órfão. Você perde um filho e não tem uma palavra que diga o que você fica, porque o ser humano não foi projetado para enterrar o filho. É muito doloroso”.

    28 de julho de 2012, Felipe de Oliveira voltava do trabalho, tinha entrado de férias e parou em uma feira na banca de pastéis reencontrando amigos da faculdade. Quando um motorista alcoolizado o atropelou. Fê sobreviveu, mas ainda está em recuperação e, somente acordou em novembro, depois de realizar sua quarta cirurgia na cabeça. Perdeu a visão lateral dos dois olhos. Em setembro de 2012, na Caminhada pela Vida, os amigos de Felipe estiveram conosco. Eles usaram camisetas com a frase: “Força Fê”. Felipe está vivo e isso nos faz feliz!!

    Quando uma pessoa tira a vida de outra, não é apenas essa pessoa que morre. Morre parte de sua família também! Os que ficam, ficam partidos. Os que partem, deixam de viver seus sonhos.

    Maria Luiza Hausch mãe de Alex Hausch e Gladys Ajzenberg mãe de Vitor Gurman juntamente com o Movimento Não Foi Acidente estão coordenando o Grupo de Apoio ao Luto “Acalmando o Coração”.

    Conduzir um veículo com irresponsabilidade é uma atitude que deve e pode ser evitada. Por mim, por vocês, pelos que amamos!

    Não espere perder um amigo para mudar a sua atitude!

    Assista o documentário “Luto em Luta” acessando: http://www.youtube.com/watch?v=6vG4NXgdJA8

     

    About

    Pedagoga Especializada em Surdez e Psicoeducadora especializada em Teoria, Pesquisa e Intervenção em Luto.

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