• Agora são 9 pessoas condenadas e presas por crime de trânsito no Brasil!

    by  • 11 de March de 2014 • NA MÍDIA • 0 Comments

    Meus caros,

    Na tarde de hoje  mais uma pessoa foi condenada e está cumprindo pena em regime fechado, por crime de trânsito. O Movimento conseguiu chegar a esse número porque os familiares e amigos de vítimas que perderam suas vidas no trânsito brasileiro, nos procuram e nos dão informações sobre a condenação ou não, sobre estar preso ou recorrendo em liberdade.

    Queremos ressaltar que, nem sempre quando uma pessoa é condenada a cumprir a pena em regime fechado ela é levada a prisão, há casos em que o réu está recorrendo em liberdade, esses casos não entram  em nossas estatísticas.

    Salientamos que, 9 talvez seja um número provisório e que, nove não é zero!

    10/03/2014 – Marcos Vinicius Henrique de Abreu  – Campo Grande – MS

    Foi condenado a 14 anos de prisão, por homicídio qualificado, o universitário Ryan Douglas Wehner Vieira, 21 anos. Em uma disputa de racha, o jovem, que estava bêbado, matou Marcos Vinicius Henrique de Abreu no dia 31 de março do 2013. De acordo com a sentença do juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Aluízio Pereira dos Santos, Ryan foi condenado por homicídio qualificado, pela morte de Marcos, e tentativa de homicídio qualificado, pois Letícia Souza Sant, então namorada da vítima, também estava dentro do carro atingido. Conheça o caso:  A disputa entre os veículos começou no cruzamento das avenidas Afonso Pena e Duque de Caxias. Alguns metros depois, houve o acidente que envolveu ainda mais dois automóveis. O Polo acabou batendo em um poste, derrubando-o. O carro partiu ao meio e Marcus morreu horas depois na Santa Casa. A namorada dele, que também estava no automóvel, quebrou o braço esquerdo e ficou quatro dias internada. Ryan foi autuado em flagrante e já teve o pedido de liberdade provisória negado.

    fontes:

    http://www.campograndenews.com.br/cidades/capital/estudante-e-condenado-a-14-anos-de-prisao-por-matar-jovem-durante-racha

    http://g1.globo.com/videos/mato-grosso-do-sul/t/todos-os-videos/v/juri-popular-julga-acusado-de-participar-de-um-racha-em-2013/3202565/

     

     19/11/2013 – Caso Carolina Mititier – Araraquara – SP

    O administrador de empresas Lucas Gavião de Souza Nunes, de 24 anos, o júri popular condenou o réu por homicídio doloso  a 16 anos de prisão em regime fechado por dirigir embriagado e matar a estudante Carolina Mititier em um desastre em Araraquara (SP), em 2011. Conheça o caso: O desastre ocorreu na manhã de 9 de abril de 2011, na Avenida Maurício Galli, no Jardim Imperador – Araraquara – interior de São Paulo. Carolina (23), a mãe e uma tia estavam no carro da família quando foram atingidas pelo veículo de Nunes, que na época fazia faculdade e tinha 22 anos. O rapaz saía de uma festa e não teria respeitado o sinal de pare. Um laudo apontou que havia presença de álcool no sangue. Ele chegou a ser preso, mas conseguiu um habeas corpus e pagou uma fiança de R$ 50 mil. Para Diógenes Francisco Mititier, pai de Carolina, a Justiça foi feita. “O julgamento foi excelente, espero que sirva como exemplo para os jovens. Eu me coloco no lugar da família do jovem condenado, mas eles ainda têm o filho deles, podem vê-lo, mas para minha família não, é uma lástima. Não posso trazê-la de volta, mas estou tranquilo”, contou ao G1 em 20/11/2013.

    19/08/2013 – Caso Ronaldo Soares e Raiza Guedes – João Pessoa – PB

    O empresário Rodrigo Artur da Fonseca foi condenado a 17 anos e dois meses em regime fechado por homicídio doloso no julgamento aconteceu no 2º Tribunal do Júri de João Pessoa. Em 16 de julho de 2011, Ronaldo Soares (19) e Raíza Guedes (17) perderam suas vidas na Avenida Epitácio Pessoa em Paraíba – João Pessoa. Segundo o Ministério Público, Rodrigo Artur da Fonseca dirigia em alta velocidade, quando cruzou o sinal vermelho colidindo com o veículo em que estavam os estudantes. O motorista apresentava sinais de embriaguez.

      26/03/2013 – Caso Fátima Lopes – João Pessoa – PB

    Eduardo Paredes foi condenado a 12 anos de prisão por homicídio doloso e lesão corporal. O julgamento de Eduardo Paredes aconteceu no 2º Tribunal de Júri, em João Pessoa. O Ministério Público desde o inicio defendeu que Paredes fosse condenado por homicídio doloso, o que poderia deixá-lo na cadeia por até 20 anos, já a defesa insistiu em homicídio culposo, ou seja, quando não há intenção de matar. Vamos relembrar o caso: Na primeira vez que o psicólogo Eduardo Paredes tirou a vida de uma pessoa, foi em janeiro de 2010, meses depois, ele dirigia uma caminhonete e avançou o sinal vermelho, colidiu com o carro da defensora pública Fátima Lopes (56). Ela ia à igreja com seu esposo, quando aconteceu o desastre no cruzamento das Avenidas Epitácio Pessoa e João Domingos em João Pessoa (PB). A suspeita era de que o psicólogo estaria embriagado e em alta velocidade. O marido de Fátima, Carlos Marinho, ficou gravemente ferido. O réu foi detido em flagrante, mas conseguiu habeas corpus.

    23/01/2013 – Caso acontecido em Uberlândia – MG*

    A Justiça condenou Reginaldo (31), a 11 anos e seis meses de prisão pelo atropelamento e morte da menina Maria Eduarda Nunes Mesquita (6), e mais seis anos de reclusão por três tentativas de homicídio por ter atropelado outras três crianças, que ficaram feridas no acidente. Por ter atropelado e matado o motociclista, a juíza da Vara de Crimes Contra a Pessoa, Ivana Fidelis Silveira, condenou o eletricista a mais cinco anos de prisão. Da decisão ainda cabe recurso, e o réu continuará preso. Em abril de 2011, Reginaldo Freitas Ribeiro estava no carro dele com a mulher e, segundo a Polícia Militar, avançou o sinal de “PARE” em uma esquina do bairro Nova Uberlândia, zona sul da cidade, e atropelou o motociclista Vanderley Donizete Rodrigues (36). Após atropelar o motociclista, o eletricista perdeu o controle do veículo a atingiu mais quatro crianças que brincavam na calçada da casa, cerca de 150 metros de distância da esquina. O homem passou por cima de Maria Eduarda, que sofreu politraumatismo e traumatismo craniano. Na época, a PM informou que Ribeiro estava em alta velocidade e com sintomas de embriaguez. Tanto o motociclista quanto a criança Maria Eduarda faleceram.  As outras três crianças atropeladas pelo eletricista ainda guardam sequelas do acidente.

     Caso acontecido na cidade de Mar de Espanhas – MG*

    Condenação de  Ademar Pessoa Cardoso em 13/11/2012  e prisão na semana seguinte

    Condenação de Ismael Keller Lott em 2004 e prisão em  05/12/2013

    Uma brincadeira que tirou 5 vidas, Ademar e  Ismael Keller Lott apostaram R$ 2 mil para quem chegasse primeiro na cidade vizinha. O racha não teve vencedor porque os dois bateram em um Fusca no qual estava Júlio César Ferreira Viana (32), Adriana (31), Victória (2), Theodora (7 meses) e Isabel Benedicta (93), todos morreram. O julgamento de Ademar foi desmembrado do de Ismael. A tragédia aconteceu em 5 de abril de 1996 na estrada que liga Mar de Espanha à Bicas – MG 126, Minas Gerais.

    A condenação de Ademar Pessoa Cardoso: A decisão do STF saiu em 13 de novembro de 2012, já a prisão do o médico Cardoso aconteceu na semana seguinte. Mesmo após 16 anos da data do crime, o réu deve cumprir 12 anos e nove meses em regime fechado na cadeia pública da cidade.

    A condenação de Ismael Keller Lott: A Polícia Civil (PC) de Mar de Espanha prendeu, na tarde de 5 de dezembro de 2013, o empresário Ismael Keller Loth, envolvido em um racha na MG-126, que liga a cidade à Bicas. O outro envolvido, o médico Ademar Pessoa Cardoso, já havia sido preso em novembro de 2012 e cumpre pena de 12 anos e nove meses. O caso ocorreu em 1996. Ismael também foi condenado a 12 anos de prisão em 2004 e entrou com diversos recursos durante o período. No entanto, uma decisão do Supremo Tribunal de Justiça negou o último recurso e determinou que a pena fosse cumprida. Segundo a PC, os agentes foram até a casa do condenado por volta das 17h, mas ele não estava. Porém, por volta de 19h50, o próprio Ismael se apresentou na Delegacia.

     30/11/2012 – Caso Família Ramalho – João Pessoa – PB

    João Paulo Guedes Meira foi julgado e condenado a 32 anos e 06 meses, devendo cumprir 15 anos em regime fechado sem direito a recurso em liberdade, pelas mortes de Francisco de Assis Guerra Ramalho (49),  Matheus Cavalcanti Ramalho (16) e Antônio de Pádua Guerra Ramalho (53). Era um domingo, 6 de maio de 2007, aproximadamente 23 horas, um veículo Golf dirigido pelo estudante João Paulo Guedes Meira, então com 22 anos, dirigia em alta velocidade pela avenida Epitácio Pessoa e não respeitou os seguidos sinais vermelhos. João Paulo estava sob o efeito de álcool e quando avançou outro sinal vermelho (o terceiro), que cruza a Epitácio com a Rua Professor José Leite, acertou em cheio um Palio, matando três pessoas da família Ramalho. O desastre aconteceu em João Pessoa – PB. João Paulo ficou solto por quase dois anos respondendo em liberdade e quando foi decretada a prisão em janeiro de 2009 ele fugiu e passou quase três anos foragido. O réu se entregou em dezembro de 2011 e desde então, estava preso.

     20/10/2010 – Caso André de Barros – Maceió – AL

    Rafael Teixeira foi a júri popular e condenado a 8 anos e 4 meses de prisão. Era manhã de domingo no bairro de  Murilópolis em Maceió (AL) quando, um veiculo Ranger que, segundo testemunhas, vinha em alta velocidade e ziguezagueando, subiu no canteiro acertou a árvore e colidiu frontalmente com o veículo em que André (49) estava e o matou. O acidente foi presenciado por dezenas de pessoas que passavam pelo local, inclusive por uma promotora de justiça que, decretou a prisão de Rafael Teixeira. A promotora também suspeitou que, o motorista havia ingerido bebida alcoólica pelas características e, as suspeitas aumentaram, sobretudo, depois que os policiais encontraram latas de cerveja vazias dentro do veículo, parcialmente destruído.

    Se você souber de algum caso com julgamento e prisão, por favor, entre em contato conosco pelo email: falecom@naofoiacidente.org

    *Importante: nos casos de Mar de Espanhas (MG) e de Uberlândia (MG) não conseguímos contato com os familiares e não encontramos fontes que nos deem informações diferentes das expostas nessa postagem.

     

     

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    Pedagoga Especializada em Surdez e Psicoeducadora especializada em Teoria, Pesquisa e Intervenção em Luto.

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