• Homenagem a Bruna e Miriam Baltresca por Marcia Ardide

    by  • 17 de September de 2016 • AGENDA • 0 Comments

    Passaram-se 5 anos sem vocês… E parece que foi ontem. Ainda até um tempo atrás eu pegava o telefone pra te ligar, vez em quando leio os e-mails que me mandava (não tive coragem de deletá-los), tenho sua almofada aquela que você segurava na última vez que nos vimos… Eu sinto você quando estou na cozinha, quando faço um bolo, vejo suas receitas perdidas entre tantas, mas que fica em destaque pra sempre ser lembrada…

    E como não se lembrar de quem te ajudou na pior fase de sua vida? Você sempre com uma palavra amiga, se não tinha como ajudar, pedia um dia ou dois e lá vinha com uma resposta sempre positiva pra quem nunca me negou um socorro…

    E me recordo dessas últimas vezes a Bruna dizendo que queria um rumo pra ela diferente do que vinha fazendo com a própria vida, queria ajudar os outros… E sempre faziam isso com maestria, divinamente com qualquer um… Na igreja, na família, com os amigos, com os estranhos, mas a gente sabe com o tempo passando e com a maturidade e o conforto que Deus age, que Ele escolhe com sabedoria, que suas fraternidades acolhem da melhor forma aqueles que nos deixam de repente.. E Ele é mais Pai ainda, por nos possibilitara viver essa saudade frequentemente, permitir que nos visitem em sonhos, em lembranças e nas pequenas grandes coisas que só quem muito amou sabe o valor e o quanto dói uma saudade…

    Cinco anos sem vocês presentes, mas com a certeza que brilham no céu como uma constelação de tantos outros que se foram cedo demais…

    Foi-se o tempo nesse emaranhado de meses,,, sem Mirian, Bruna, João, Francisco, Henrique, Juliana, Marias… São tantos que tiveram suas vidas ceifadas assim do nada, assim cedo demais para aqueles que ficaram… Que tiveram que pegar cada pedacinho seu dilacerado espalhado pelos quatro lados do emocional, espiritual e psicológico e do que Deus quis… Famílias que viveram seus lutos, que ainda vivem sem conseguir controlar sua saudade, sua dor e lidar com a ausência de quem só fez o bem?

    Questionamentos sem respostas. O tempo arrastando. Memórias abaladas e a certeza que nunca mais irão voltar… Triste eu sei… Triste eu vi… Um coração cheio de vida, rostos cheio de alegria mudo, sem expressão… Numa caixa, uma muda de roupa e nada mais… Sim a vida extremamente fugaz. Suspiro… O tempo… Tempo que diz que é remédio pra tudo, mas no caso da ausência definitiva, tempo não é vida e sim uma dor sem medida… Dor de até breve… Dor de até logo… Dor de porquê você se foi cedo demais?

     

    *Marcia Ardide é prima de Bruna e Miriam Baltresca

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    Pedagoga Especializada em Surdez e Psicoeducadora especializada em Teoria, Pesquisa e Intervenção em Luto.

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